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  • Yuri Araújo

A Engenharia Hospitalar na Gestão de Equipamentos de Imagem de Grande Porte



Os equipamentos de imagem de grande porte como Tomógrafos, Ressonâncias Magnéticas e Aceleradores lineares demandam condições bastante específicas nas disciplinas de Refrigeração e Climatização. Por necessitarem de grande quantidade de energia em seus processos de geração de imagem, a dissipação térmica ocasionada no gantry, torna-se muito elevada sendo preciso um sistema de refrigeração para resfriamento da unidade.


Usualmente se trabalha com Chillers dedicados, com potência térmica variando entre 5 TR a 10 TR a depender da solicitação do equipamento em questão. Deve-se observar sempre a manutenção preventiva deste equipamento, pois a suspensão da troca térmica e resfriamento do gantry resultará na parada do equipamento de imagem e eventuais perdas significativas da vida útil de seus elementos eletrônicos internos.


Uma atenção redobrada deverá ser dada aos equipamentos de refrigeração de Ressonâncias Magnéticas, pois a possibilidade de perda do gás hélio, elemento de alto custo na gestão do equipamento.


Em Hospitais que possuam sistemas centrais de água gelada com capacidade térmica adequada, é recomendável, como redundância, a interligação com os sistemas dedicados dos Chillers de equipamentos de imagem, garantindo o abastecimento ininterrupto em situações adversas de parada do sistema principal de refrigeração. Obviamente esta interligação deverá ser devidamente projetada observando capacidades térmicas, bitolas de rede de alimentação e sistemas de controle, sendo necessária a contratação de profissional habilitado para tal. Um cuidado muito especial deverá ser dado para instalações de sistemas de refrigeração em bunkers de Aceleradores Lineares, onde a passagem das tubulações deverá atender aos requisitos de proteção de blindagem do físico nuclear responsável.


Além dos cuidados de refrigeração térmica, estes equipamentos demandam também cuidados de climatização do ambiente. Deste o projeto, são definidos pelo fabricante as condições ambientais de temperatura e umidade. Estas condições não devem sofrer interrupções durante a vida do equipamento no EAS (Estabelecimento Assistencial de Saúde) sendo mantidas 24 horas por dia nos ranges especificados em projeto.


A variação de umidade nas salas técnicas e de exames pode representar condensação em placas e circuitos eletrônicos, vindo a danificar de forma parcial ou total o funcionamento dos equipamentos de imagem, restringindo a sua vida útil. Por isso, faz-se necessário um controle automatizado desta grandeza através de sistemas de reaquecimento do ar limitando as variações aos valores determinados pelo fabricante. Da mesma forma, será necessário executar o controle de temperatura das salas, sempre atendendo às condições demandadas em projeto.


Vale mencionar que o projeto de climatização visa atender às demandas ambientais dos equipamentos, bem como às condições de conforto térmico de operadores, pacientes e acompanhantes, conforme ABNT e boas práticas de engenharia.


Com este acompanhamento todos os parâmetros para o bom funcionamento dos equipamentos de grande porte de imagem do hospital estariam assegurados, bem como a Engenharia Clínica seria detentora de todas as informações necessárias para esta gestão, mantendo o registro e acompanhamento da vida útil do seu parque tecnológico.

Quer saber mais sobre estes e outros benefícios de uma Engenharia Hospitalar integrada? Entre em contato conosco através do nosso website (www.tecsaude.com.br) ou pelo telefone (81) 3127-9150.

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